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Audition – Japão -1999

DireçãoTakashi Miike

Sinopse: Um Produtor viúvo e com um filho pequeno, decide encontrar uma nova mulher numa hipotética escolha para um papel de um filme no qual ele não tenciona fazer, Yamazki é a jovem escolhida, uma garota calma e misteriosa, os dois vão se conhecendo, mas será que Yamazki é a mulher perfeita? Ela demora a responder as chamadas telefônicas dentro de seu apartamento vazio e com um enorme saco do lado que se move algumas vezes.
(Alerta de SPOILERS, o texto a seguir contém spoilers)

Quem conhece os trabalhos de Takashi Miike sabe o que pode vir por ai, sua mente insana, sádica e sua paixão pela tortura o renomearam como um dos diretores asiáticos mais pirados do cinema. Duvidam? Então assistam: Visitor Q, Ichi The Killer e o episódio Imprint da série Masters of Horror dirigido por ele.

Audition é um filme incomum, você se depara com um filme que leva do drama ao romance e do romance ao terror, aos poucos você vai encontrando as características de Takashi Miike

A Jovem Yamazaki é uma personagem que me deu calafrios, toda frieza e misteriosidade dela faz você ficar apreensivo no sofá, e querer ver até onde vai esse relacionamento, você não acha que ela é apenas uma garota Tímida e solitária, ela aparenta ser bem mais que isso, e no decorrer do filme essa dúvida é esclarecida quando vemos seu telefone tocar e não atender, sua aparência é Mórbida, sentada de cabeça baixa e sozinha, sua coluna cervical fica bem exposta de tão baixa que está sua cabeça, o que ela faz ali sozinha daquele jeito? e ao lado dela está um saco que do nada começa a se mexer, confiem em mim, a cena é bem sinistra.

Audition parece ser cansativo para alguns, mas é um cansaço necessário para outros (meu caso). Ele é arrastado? Sim é, mas é um filme que precisa de todo esse prolongamento para que você se identifique totalmente com os personagens principais, para que você pegue uma espécie de afeto para que as cenas finais do filme sejam bem mais impactantes.

As cenas finais de Audition me causaram muitos calafrios, é aterrorizante a situação em que ali se encontram os dois personagens.

Basicamente, Audition parece passar alguma mensagem para quem o vê, – a mensagem que eu captei foi para que eu nunca mais me relacione com alguém da internet – no linguajar mais clichê, as aparências enganam, demonstrando que a mais doce pessoa ao seu lado pode esconder um segredo obscuro e desejos mórbidos dentro dela.

Impossível não sentir uma certa agonia na cena final, pra mim uma das cenas mais memoráveis do cinema terror/suspense. Graças a excelente interpretação e sadismo da atriz japonesa Eihi Shiina no papel de Yamazaki.

O Cenário asiático torna Audition mais chamativo e curioso, para nós que vivemos do outro lado do mundo, temos ao menos um pouco de curiosidade da cultura e queremos ver como agem a certas situações, o que pode ser um obstáculo aos amantes das orientais, pois jamais irão querer conhecer uma Asami Yamazaki em suas vidas, mas eu afirmo sem pestanejar: O ser humano é imprevisível em qualquer canto do mundo, e Miike nos passa isso através da tela.

Audition é um filme detestado por uns e amado por outros, acredito até mais na frase: detestado por quem não aguentou ir até o final e amado por quem conseguiu. Eu sou um grande fã do cinema de Takashi Miike, pois ele demonstra sem receios suas satisfações e prazeres sem o medo da critica através das câmeras e sua criatividade com a palavra tortura é bem válido também em Audition.

Lembrem-se, antes de confiar em alguém, tenha em mente que esse alguém é um ser humano.

Nota (@@@@) Bom

Trailer Audition


Sempre tenha a mão seu revólver na hora de enfrentar aquela aranha que assusta sua namorada:


Conhece a banda On Shore? Confesso que não é o estilo de música que eu gosto e não é o tipo de música que eu escuto, minha avaliação é muito mais técnica, por isso digo que gostei da gravação, que para uma banda iniciante está muito bem feita, da voz dos vocalistas e principalmente da mixagem com excelentes arranjos. Eles são novinhos, o que significa que ainda dá pra melhorar muito e em diversos aspectos.

Deixo para vocês o release que recebi da banda:

Tudo começou por sermos amigos na escola… 

Descobrimos que tínhamos uma paixão em comum: a música! Sem compromisso, em nossa casa mesmo, nos reuníamos para tocar e cantar as músicas que mais gostávamos. Em meio a isso começamos a rabiscar algumas letras apenas por distração, ao mostrarmos aos nossos pais e amigos, todos diziam que realmente eram boas e que devíamos continuar escrevendo.
Incentivados por familiares, amigos e patrocinados por nossos pais, gravamos duas delas em um studio aqui de Campinas, nossa cidade. Após essa gravação conseguimos um espaço na rádio 89 de Campinas e ficamos contentes com o resultado: três das mais tocadas!



Precisávamos então de um produtor para colocarmos nossas idéias em ordem e dar um rumo aos nossos sonhos… Por sorte tivemos a oportunidade de sermos ouvidos por Ney Marques, ainda naquele “demo” gravado em Campinas.
Ele gostou do que ouviu e nos chamou para uma reunião. Ficamos muito felizes de escutar de um grande músico que nossas músicas eram realmente boas e que poderíamos fazer um trabalho profissional em cima disso. 
Fechamos com ele e ficamos um ano em studio gravando, aprendendo e trocando boas energias.
Colocamos as 4 primeiras músicas gravadas em nosso MySpace e também foi surpreendente o sucesso que fizemos. Abrimos vários shows e aqui em Campinas já somos bem conhecidos!
Agora, terminado o CD, estamos tentando espaço para realmente alcançarmos nosso maior sonho: ouvi-lo tocar em todas as rádios do país.

LINKS
Fotolog: http://www.fotolog.com.br/bandaonshore/

MySpace: http://www.myspace.com/onshorerock
On Shore na MTV: http://music.mtv.uol.com.br/artista/on_shore/videos/555028/popstar


Jaden Smith está com tudo! O filho de Will Smith emplacou o sucesso de bilheterias no remake de Karate Kid, onde é o protagonista da história, antes disso já havia contracenado ao lado do pai no comovente “A Procura Da Felicidade“, outro sucesso de bilheteria, onde Jaden ainda era um garotinho que já mostrava muito talento. Agora sua carreira tem tudo para deslanchar!

Caiu nas graças do público, já viu, né? Jaden Smith é cotado para o novo filme da Disney com título apenas em inglês: “Monster Witness Relocation Program“, roteiro de Michael Wilson (de “A Era do Gelo”) junto com o escritor Ahmet Zappa, autor do livro em que o filme se baseia, é sempre muito bom quando o escritor tem a oportunidade de ter o roteirista por perto para montarem o texto do filme.

A história parece simples e lembra a série Supernatural: dois irmãos descobrem que são de uma linhagem caçadora de monstros, seu pai é sequestrado e eles precisam aprender como derrotar o monstro que o mantém em cativeiro. Se Jaden for mesmo o protagonista, prepare algumas risadas porque ele tem o rosto bem expressivo!

A Disney ainda não confirmou a participação de Jaden Smith, apesar dos rumores e do garoto ser o novo queridinho das bilheterias.

Lembrando que a estreia de Karate Kid acontece HOJE no Brasil!


Iron Maiden é a porta de entrada ao metal, principalmente se você nasceu nos anos 80. Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers, o ex Dickinson e, claro, o Eddie, te levam em uma viagem frenética pelos extremos de uma música pesada, o que, convenhamos, é uma delícia. São 30 anos de estrada, com o primeiro disco lançado em 1980 e uma sucessão de cagadas infelizes incidentes, que fazem hoje o Iron Maiden como símbolo de uma geração, uma banda que arrepia qualquer um quando faz com que o público levante o isqueiro (celular é coisa de Família Restart) e cante junto “Fear Of The Dark”.

Pra variar o cardápio, dessa vez a polêmica em cima da banda vem de seu novo álbum somente de inéditas, mas com solos e riffs parecidos com aqueles que você já ouviu outras vezes. Iron Maiden, diferente do Metallica, é uma banda que não consegue se reinventar, até porque a maioria dos fãs não quer isso, o que também acarreta na dificuldade em conseguir novos fãs – Iron Maiden é a sua banda favorita em uma fase da sua vida, talvez a melhor de todas, mas uma fase que passa e que leva a banda junto. O som é estraçalhado, é barulho, o melhor tipo de barulho, mas que cansa, pura e simplesmente por ser sempre igual.

Os fãs vão querer me bater agora, mas deppois de “Brave New World”, quase uma redenção, o Iron Maiden já não era mais o mesmo, ficou morno, perdeu a essência e, por mais que “A Matter Of Life And Death” seja agradável, não chega aos pés dos sons que eternizaram os caras. A parte boa é que com novo disco vem nova turnê e se “The Final Frontier” não emplacar nenhum hit, eles podem apelar pra Fear Of The Dark pra ver o povão cantando junto. É mais do mesmo, mas é mais e é isso que importa.

As faixas do “The Final Frontier” são:

1) Satellite 15…..The Final Frontier (8:40)
2) El Dorado (6:49)
3) Mother Of Mercy (5:20)
4) Coming Home (5:52)
5) The Alchemist (4:29)
6) Isle Of Avalon (9:06)
7) Starblind (7:48)
8) The Talisman (9:03)
9) The Man Who Would Be King (8:28)
10) When The Wild Wind Blows (10:59)

BÔNUS!
Se você, fã ou não, chegou até aqui, tenho um PRESENTE pra você!!!
Nesse link você faz o DOWNLOAD da faixa “El Dorado” gratuitamente e com autorização da gravadora (melhor deixar claro né?!)! É bom pra sentir o gosto do novo álbum e ver que pode ser parecido com tudo que você já ouviu, mas que quando você ouvir ao vivo vai ser muito mais legal ;-)

Foi eleita no último dia 23 a mais bela mulher do mundo na edição 2010 do Concurso Miss Universo. A vencedora foi a linda Miss México Jimena Navarrete que ao fim da noite recebeu a faixa e a coroa das mãos da venezuelana Stefanía Fernández que venceu o concurso no ano passado.

Vamos aproveitar pra ver algumas fotos sensuais da gata de 22 anos que desbancou 83 belas de todo o mundo no Miss Universo 2010:



Nascida na cidade mexicana de Guadalajara em 22 de fevereiro de 1988, Jimena Navarrete começou sua carreira de modelo aos 15 anos de idade.




Foi vencedora dos concursos Nuestra Belleza Jalisco 2009, Nuestra Belleza México 2009.


A bela estuda Nutrição, tem 1,74 m, cabelos castanhos, 58 kg e manequim 90-60-90.










Segundo alguma lei da física, pra dar química tem que misturar os opostos. Ok, perdoem o trocadalho.

Explicando: nesses zilhões de teorias sobre como, no caso de seres humanos, encontramos nossa metade da laranja (partindo do pressuposto de que SE DEVE, OBRIGATORIAMENTE, encontrar alguém pra aturar e ser aturado), nosso par perfeito, nosso pé de chinelo velho pro pé torto, nosso ‘até que morte os separe’, nosso cobertor de orelha ou nosso corno mais amado, a mais famosa tese afirma que os opostos se atraem.
Discordo veementemente. Acho que os opostos se completam. Não completamente, mas se completam. (ficou horrível hein?)

Vejamos: pense num quebra-cabeças. Pode ser um desses de criança ou nesses passatempos de milhares de peças com a foto dos canais de Veneza com um céu com 487 peças da mesma cor. O que encaixa bem geralmente tem algum ponto similar na imagem e a saliência de um encaixa perfeitamente na concavidade do outro (qualquer referência pornográfica é só na sua cabeça). Alargando horizontes: no começo, algo que te atrai não é o que te mantém ali (lembre do quebra-cabeças) mas algo que aparentemente é parecido com algo que gostamos, com algo que temos nesta peça do lado de cá e achamos legal…
No caso de seres ditos pensantes algum gosto similar, idéias, aprendizados de vida e coisas menos interessantes, mas nem por isso menos importantes, podem manter a atração inicial. Ou afastá-los pra sempre.

Ilustrar a idéia com o quebra-cabeças explica algo fácil: as pessoas se completam. Encontramos eco em coisas que nos agradam no outro. Não é o “nós” no outro que nos atrai. É justamente o que não há em nós mas que aceitamos ou buscamos ter. É a oportunidade de compartilhar, unir para crescer. Trocando em miúdos: companhia pra ousar e crescer. Acrescente-se a isso a atração sexual… FOGO!

Que graça tem ficar junto de uma pessoa que pensa exatamente igual a você e os dois nunca discordam? Que tédio. Claro que discordar de tudo torna a vida um inferno! Como não há vilões ou mocinhos na vida real pois somos um pouco de cada, melhoramos quando temos esse alguém que nos alerta, com aquela amizade que só o afeto faz desabrochar em todo relacionamento humano. E assim aprendemos mais. Crescemos. Ensinar e aprender. Toda oportunidade precisa ser aproveitada. E essa precisa ser uma via de mão-dupla. Como um encaixe. Um quebra-cabeças. Dá trabalho. Mas as coisas mais difíceis costumam trazer as melhores recompensas.


Los Pirata chega ao terceiro disco mais cafajeste e mais pesado

O trio paulistano LOS PIRATA volta com Les Show, seu 3º trabalho, inspirado por “roadtrip” norte-americana. O disco foi gravado em Nova York, após a banda se apresentar no festival SXSW (South by Southwest) em Austin, Texas.

Les Show é o resultado de duas semanas atravessando 4 estados norte americanos (Califórnia, Arizona, Novo México e Texas). Cidades pequenas do velho-oeste, paisagens desérticas, luzes estranhas no céu e conversas em bares de beira de estrada fizeram parte da inspiração para o novo disco.

“Les Show”, a faixa-título, abre o álbum com peso e a idéia de que “morrer de amor” não deve ser tão ruim. “Amor y Libertad” e “Pirata Corazón” constatam as mazelas da psiquê humana e, pela primeira vez, apresentam a banda com canções mais rebuscadas do que o habitual.

“Norte y Sul”, dançante, conta como é desastrada a vida de quem tem o coração dividido por duas paixões, ainda que marcadas pela distante geografia. “Glory Days”, “Caderada”, “Filipino Weird” (baseada em fatos reais) e “Mi Right Number” seguem a já consagrada linha “punk-rápido-surf-frenético” da banda, com o portunhol afiado de Paco Garcia.

“Marfa Lights”, em inglês, e “Pirate’s Lullabie” apresentam sabores diferentes à receita. A banda aponta novas direções. “Mode on” fecha o disco acompanhando o peso com que começou. Luz neon, chicas calientes e um pouco de confusão.

E no dia 25 de agosto (quarta-feira) o Hot Hot em São Paulo será o palco do lançamento oficial de Les Show. A banda apresenta pela primeira vez as canções do novo CD, além de hits dos 2 primeiros trabalhos.

A noite contará também com a discotecagem dos DJs residentes Leandro Park e Lu Riot e Mauro Bertolino e Angelo Malka da “clandestina” festa Tóxica.

Los Pirata é:
Paco Garcia – Guitarra e voz
Jesus Sanchez – Baixo
Loco Sosa – Bateria

Serviço show
Data: 25 de agosto (quarta-feira)
Horário: 0hs (abertura da casa) / 1hs (show)
Local: Hot Hot
Endereço: Rua Santo Antonio, 570 – Bela Vista
Telefone: (11) 2985 8685
Site: www.hothotsite.com.br
Preço: R$30,00 (na porta) / R$20,00 (antecipado no site ou e-mail luriot@hothotmail.com.br)
Formas de pagamento: dinheiro e cartões Visa e Mastercard
Classificação etária: 18 anos
Capacidade: 400 pessoas
Estacionamento: R$18,00 (serviço de vallet)

Los Pirata na internet
www.lospirata.com
www.myspace.com/lospirata
http://www.reverbnation.com/lospirata
http://twitter.com/lospirata

(Release da assessoria de imprensa)


O site OzModChips postou um vídeo onde uma pessoa copia o God Of War III através de um Backup Manager num USB, outros sites já postaram vídeos a respeito com a mesma técnica, mas que dessa vez deu certo, onde é permitido jogar as cópias.

A equipe do site disse também que com a atualização instalada é possível rodar qualquer tipo de conteúdo. A técnica foi testada em um console com firmware 3.41 instalado, mas as atualizações automáticas feitas pela internet são bloqueadas, igual quando você coloca o windows pirata pra rodar na sua máquina, HAHAHA!

Veja o vídeo oficial do OzChipsMod:

A qualidade do vídeo é duvidosa, mas vários fóruns internacionais confirmaram a veracidade da técnica. Rumores correm de que o dispositivo que possibilita o destravamento, que na verdade reverte o console ao seu estado original como unidade de testes, pode ser parecido com o utilizado pelos funcionários da Sony, ou seja, tire suas próprias conclusões!

A Sony não deu nenhuma resposta oficial ainda e provavelmente já consertará a brecha. Esperar pra ver!

Kaufman é o titereiro e o diretor Spike Jonze nada mais é que o fantoche nessa obra prima contemporânea, um genial trabalho metalingüístico, que satiriza Hollywood e sua falta de criatividade, mas em momento algum subestima a inteligência do espectador, provando que Kaufman é um respiro de genialidade em tempos que a escassez de idéias domina o Cinema.


Adaptação (Adaptation) – 2002 – EUA

Direção: Spike Jonze
Roteiro: Charlie Kaufman e Donald Kaufman

Charles Chaplin, um dos maiores gênios da Sétima Arte, por boa parte de sua carreira dispensou qualquer script para realizar seus filmes, um argumento era suficiente para o cineasta criar obras primas, que até mesmo hoje permanecem irretocáveis, tanto pelo seu lado humorístico quanto ao seu lado critico.
10 anos após a morte do gênio Chaplin, estreava nos cinemas, um “curioso” filme chamado “Quero ser John Malkovich”. Mas não é sobre esse filme que falarei, e sim sobre o artista genial por trás de John Malkovich (no bom sentido), e que ironicamente tem o mesmo primeiro nome do cineasta já citado anteriormente nessa postagem. Se Chaplin abdicava do direito de um roteiro para seus filmes, Charles Kaufman tem como especialidade escrevê-los, e ambos os artistas de forma bem humorada utilizam a critica como pano de fundo em suas obras, se por um lado Kaufman prefere chutar as canelas dos profissionais de sua área e ou analisar comportamentos sociais. Chaplin ia mais longe e jogava sal nas feridas da sociedade em sua época. De qualquer forma não há porque eu começar essa postagem traçando tais parâmetros, foi apenas uma maneira descolada de iniciar o comentário como todo “critico metido” por ai, mas agora chega de parvoejar e iniciamos a análise do filme em questão.

Quanto ao filme: Charlie Kaufman (Nicolas Cage) precisa de qualquer maneira adaptar para o cinema o romance “The Orchid Thief”, de Susan Orlean (Meryl Streep). O livro conta a história de John Laroche (Chris Cooper), um fornecedor de plantas que clona orquídeas raras para vendê-las a colecionadores. Porém, além das dificuldades naturais da adaptação de um livro em roteiro de cinema, Charlie precisa lidar também com sua baixa auto-estima, sua frustração sexual e ainda Donald, seu irmão gêmeo que vive como um parasita em sua vida e sonha em também se tornar um roteirista.

Os Personagens

Charlie Kaufman/Donald Kaufman (Nicolas Cage): Como citado na sinopse, Kaufman não é só o maestro do filme, como também o protagonista, mas em seu personagem nada encontramos de narcisismo, pelo contrário denigre sua própria imagem repetindo por diversas vezes durante o filme como sendo “um gordo, careca e patético”. Charlie é um sujeito anti-social pessimista e paranóico, apesar de criativo, criativo até demais para sua profissão. Seu irmão representa a antítese de sua pessoa, nada criativo, se relaciona fácil com as pessoas, bem humorado, e tem vida sexual ativa. Ambos os personagens são interpretados por Cage, apesar de já ter ganho Oscar a critica esnobe ainda tem certo receio do seu trabalho, o ator aqui representa muito bem Charlie Kaufman e Donald Kaufman, esse segundo na verdade não passa de uma invenção do roteirista (uma grande sacada das premiações como Globo de Ouro e Oscar, indicaram os supostos irmãos nas categorias de melhor Roteiro)

Susan Orlean (Mery Streep): é a escritora do New York, tem uma vida aparentemente feliz, um círculo de amigos intelectuais com quem pode discutir as situações que tivera de passar com John Laroche. Acredito que não seja necessário dizer o quanto Meryl Streep atua bem, não é mesmo? Tanto que ganhou o Globo de Ouro pela sua atuação. O curioso é que seu personagem é algo totalmente distinto de qualquer outro trabalho que atriz tenha em sua filmografia, portanto ela só prova ainda mais sua versatilidade.


John Laroche (Chris Cooper)
: Laroche por sua vez é um sujeito sem dentes, egocêntrico, preguiçoso demais para ler um livro, mas curioso o suficiente para escutá-los, segue sua própria ideologia, sem aceitar que outros entendam mais que ele em qualquer assunto, ele é a chave para o desenvolvimento da trama, quem impulsiona a condução narrativa a todo momento, com suas frases geniais, ou somente sua presença em cena, Kaufman consegue despejar neste personagem toda a sua genialidade, desde sua aparência até seus princípios autodidatas, somado com a bela interpretação de Chris Cooper vencedor do Oscar pela sua atuação, premio mais do merecido.

ANÁLISE: Desde seu primeiro trabalho, Charles Kaufman já mostrava a que veio, mas foi em “Adaptação”, onde inclusive repetiu a parceria com Spike Jonze, mesmo diretor de “Quero ser John Malkovich”, que Kaufman confirmou que não era apenas mais um roteirista medíocre do Novo cinema acéfalo de Hollywood.
Agora, deixando qualquer saudosismo de lado, há de se destacar o trabalho técnico, e também a ótima direção de Jonze, seu maior mérito é por parte da direção de atores, todos estão muito bem, ao começar pela seleção do elenco que não poderia ser mais feliz. Apesar de ser um trabalho modesto e mais contido do que ele apresentaria futuramente – como em seu ultimo (ÓTIMO) filme, “Onde Vivem os Monstros” – , Jonze não deixa de ser ousado em certos momentos, diferente da timidez apresentada em “Quero ser John Malkovich”, aqui ele já arrisca mais, conseguindo as doses de experimentalismo necessárias que o roteiro exige, ou sugere. Mas fato é que, Jonze sabe exatamente seu lugar, que neste caso é apenas ilustrar a obra de Kaufman(ok, um pouquinho de saudosismo).

A montagem seguindo uma narrativa não linear é bastante interessante, nenhuma sequencia é desnecessária, desde as mais curtas como o acidente de Laroche (uma das melhores cenas do filme, na minha humilde opinião) até as mais longas e ou absurdas (como a origem da vida humana etc.), tudo é meramente calculado e dita um ritmo dinâmico ao filme, apesar do mesmo não conter cenas movimentada, a não ser seu desfecho, é claro, que falarei daqui a pouco.

Outro ponto interessante, é o fato de Kaufman fazer sua critica ao apelo comercial e a falta de criatividade da industria cinematográfica (levantem-se todos e aplaudam esse roteirista nada mais é que mãe Dinah dos cineastas, ele previu essa decadência de ideias que Hollywood viveria, e cá estamos nós hoje em dia idolatrando um revolucionário filme que nada mais é que um clichê ambulante, protagonizado por criaturas azuis…) e durante o filme enquanto o personagem de Donald tenta seguir a carreira do irmão é interessante notar que durante a brincadeira de Kaufman, ele destrói varias possibilidades de roteiros que poderiam ser criados (um assassino que mata as pessoas aos poucos, cortando pedacinho a pedacinho? Caramba isso seria disputado a unhas pelos estúdios hoje em dia).

Agora quanto ao desfecho, o que falar sobre o final absurdamente brega, piegas e… inverossímil. Kaufman constrói um clímax absurdo, a primeira vista pode-se considerá-lo totalmente deslocado, mas depois de um tempo percebe-se que nada que o roteirista escreve é por acaso, e mais uma vez ele brinca com o espectador, mas no fundo sabemos que aquilo tudo não é clichê, é pura genialidade, sabemos porque tudo que nos foi mostrado anteriormente é a prova viva que o cinema pode brincar com estereótipos, clichês, e metalinguagem, com uma genialidade absurda, e sem chamar seu espectador de ignorante.

Nota: 10 (Excelente)

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