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SP PRO PREconceito
Apenas lembrando que é crime previsto em
LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989 e segundo um advogado que consultei, está incluso procedência interna. Isso se aplica a vários comentários postados aqui: http://www.manifesto.rg3.net/, a partir do qual aconteceu o texto abaixo.
Porque o Brasil deve andar na contramão, quando a tão copiada França faz tudo pra que os estrangeiros lá residentes não percam sua identidade, não esqueçam seu idioma, faz bastante coisa pra que os franceses parem de tratá-los mal? Quando lutamos por leis antidiscriminação?
Ou será que este ‘movimento ‘ está alinhado – ao que tudo indica – com o neo-nazismo de quem prefere esquecer a história recente da humanidade, como estas pessoas?
Porque, ao invés de reclamar – talvez com inveja – de outras culturas, o paulistano (a maioria dos paulistas não compactua com isso) não tenta criar um movimento pra que se ensine sobre a rica cultura do estado?
PRO cultura paulista e não contra algo?
PRO CULTURA BRASILEIRA?
E olha que o paulistano age exatamente como gringo deslumbrado nas férias: adora ir
pra Gramado comer fondue e correr atrás de trio elétrico na Bahia ou aproveitar as lindas praias de Santa Catarina ou Nordeste. Mas nas férias pode, né? Talvez seja por que se sente sem cultura e lá encontra “coisas diferentes”.
O Brasil, meus caros, é um ajuntamento de gente de lugares diversos. Alguém imagina SP sem seus italianos que chegaram em massa fugindo das guerras? Ou os japoneses idem? E por que essa birra com os nordestinos? Talvez por que o nordeste tenha, provavelmente, a cultura mais rica do país, né?
Quem eram os bandeirantes formadores das ‘nobres famílias’ paulistanas senão achacadores que pilhavam toda riqueza que podiam encontrar pela frente? Duvido que os tão ofendidos paulistanos desse movimento aceitassem sentar tijolo, carregar fruta no CEASA. Alguém tem que fazer o trabalho sujo pra nós, não?
Esses sentimentos de “estamos sendo invadidos” foram justamente as armas encontradas dentro das pessoas por Hitler e sua camarilha de seguidores fanáticos. Encontraram ecos num povo dolorido pela reconstrução de seu país e buscaram em judeus, ciganos, homossexuais e estrangeiros um bode expiatório para sua dor, sua falta de perspectiva, sua ausência de otimismo.
Copiem a alegria nordestina e talvez possam sentir-se mais humanos.
É triste ver que um meio de comunicação como a internet possa ser tão mal utilizado. Por outro lado, facilita a vida de nossa polícia – que bem quietinha nos vigia a todos – nesse período de fichamento que vai recolhendo dados sobre estas pessoas, seus IPs, seus “desabafos” equivocados.
Por que ao invés de semear ódio e discórdia, não procuram conhecer SUA identidade?
Algumas dicas:
Você Conhece sua terra?
Conhecendo SP XV Festa do Imigrante




















Anonymous Disse:
Como nordestino, não me sinto ofendido com essa revolta. Acho que mesmo quem é propagador do ódio deve ter sua liberdade de dizer o que quiser. Impedir manifestação não educa, não melhora nem extermina a raiz do problema.
O que adianta tanta gente ser contra a homofobia, fazer campanha, soltar o bordão "nada contra, cada um sabe de si"? Fora do papel, a maioria dos brasileiros sente nojo dos homossexuais.
Dizer uma coisa e fazer outra, é hipocrisia. Deixem o povo dizer o que se passa pela cabeça.
As leis brasileiras são arcaicas. Em vez de esclarecerem, punem o ignorante. Ignorante no sentido de desconhecer, não estar informado. Afinal, o que significa ter ódio contra gays? Ignorância. O indivíduo não sabe que a homossexualidade sempre existiu, são pessoas normais, sérias, com capacidade de amar. Muitos imaginam que gays só pensam em sexo(!!).
A chave contra o preconceito é educar. Isso ninguém faz. É simples dar uma de Sr. Certinho. Agora, criar um texto informativo ou conversar, é outra história.
Anonymous Disse:
Ah.. procedência interna é CRIME?
Quero ver se bahiano vai pra cadeia quando chamar um gaúcho de gay.