Basicamente, ‘machismo’ é a crença de que há uma superioridade dos humanos do gênero masculino sobre os do gênero feminino e o seu equivalente do lado feminino é o “femismo” e não o “feminismo”, como muitas pessoas pensam. Se por um lado o machismo e o femismo são ‘teorias’, ‘crenças’ ou ‘filosofias’ sexistas, o feminismo enquanto discurso, procura a igualdade entre os sexos.

Infelizmente, em função de o ser humano se organizar de maneira a dar mais importância ao sexo masculino durante vários séculos e ainda em algumas sociedades atuais, o feminismo – que surgiu buscando a igualdade de direitos – se viu forçado a movimentos e atuações muitas vezes exagerados para que se chegue, um dia, ao equilíbrio. Daí algumas pessoas encararem o femismo como uma vertente do feminismo.

Cientistas buscaram e ainda buscam traçar paralelos, comparativos, onde não há possibilidade de comparação. As diferenças são justamente complementares. Muito se fala dos tipos diferentes de inteligências. Por que não haveria diferença entre as inteligências dos gêneros humanos? Mulheres têm habilidades e maneiras de agir diferentes dos homens, o que faz com que, muitas vezes, virem motivos de piada. E o contrário também é verdadeiro. Diz-se que mulheres são perigosas ao dirigir. Mas apesar do grande número de mulheres na “direção” mais de 80% dos acidentes no Brasil são causados por homens (guardadas as proporções no número de carteiras de habilitação). O que faz com que elas tenham mais descontos na hora de comprar um seguro pro veículo. Diz-se que os homens insistem em não pedir informações…ops…isso é verdade. Bem, mas deve haver outro exemplo…

A ciência apenas consegue provar que eles são diferentes e onde um tem mais facilidade com números, outro tem mais percepção espacial, onde um é mais cauteloso, outro é mais ousado e que isso ajuda no desenvolvimento de todos ao trabalhar em conjunto. Onde os extremos atrapalham? Bem, não tenho estudo ‘socioantropológico’ para afirmar nada, só posso fazer suposições. Me parece que os extremos servem pra que se encontre o equilíbrio, mas persistir neles é manter-se aquém do que se pode ser, é persistir no erro de não evoluir.


Onde o ser humano ainda peca? No medo e na desconfiança. Medo de ceder um pouco e de não haver recíproca. Medo de parecer ridículo, medo de ousar, testar se colocar no lugar do outro e imaginar como é. Medo de abrir a guarda e se machucar. E assim, ao invés de encontrar um consenso para crescimento de todos, continuamos num duelo interminável e desnecessário. Como a maioria dos ideais, uma meta a ser alcançada. O problema é que as gerações futuras partirão de modelos pré-estabelecidos, como as anteriores. É necessário que alguém quebre paradigmas, senão seguiremos errando e desrespeitando uns aos outros.

Para alguns que tentam as decepções e frustrações são constantes; talvez isso os impeça de continuar tentando. Uma lástima.

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